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Cooperativa apresenta balanço
A direcção, presidida por Manuel Ramos e constituída ainda pelos directores Carlos Madaleno e José Pinto, refere que quando tomou posse encontrou dívidas de 150 mil euros aos associados referente á campanha de 2009, 100 mil euros de uma conta caucionada já vencida e cerca de 430 mil euros á banca. A direcção encontrou ainda "um atraso de cinco a seis meses nos pagamentos aos fornecedores e um atraso de dois meses nos salários dos trabalhadores". Carlos Madaleno não quer falar em “gestão danosa”, mas admite que “houve erros de gestão e vários investimentos que não correspondiam á realidade do mercado”.
A actual direcção da Cooperativa de Fruticultores da Cova da Beira conseguiu "pagar aos associados cerca de 45 mil euros da campanha de 2009 e reduzir as dívidas á banca" em cerca de 50 mil euros. Conseguiu ainda, segundo os dados apresentados, reduzir o atraso no pagamento aos fornecedores e regularizar os salários em atraso.
Para tal foi necessária uma reestruturação, com uma redução de custos e o despedimento colectivo de seis trabalhadores, “adequando a mão-de-obra á sazonalidade inerente á actividade da cooperativa”. Segundo a direcção “todos os trabalhadores despedidos aceitaram as condições que lhes foram propostas e todos poderão voltar a trabalhar nesta cooperativa nos períodos de maior actividade”. A direcção salientou ainda não estar previsto o despedimento de mais trabalhadores. Para Carlos Madaleno “caso os cooperantes continuem a colaborar, entregando as suas produções, o futuro que se avizinha poderá ser promissor”. A cooperativa poderá ser “uma âncora no desenvolvimento da economia da região”. Sem a Cooperativa de Fruticultores da Cova da Beira, o sector sofria “um grande rombo e um risco de desaparecer”.
A direcção promete ainda um maior acompanhamento dos cerca de 400 associados efectivos. Os dois técnicos da cooperativa irão acompanhar de mais perto os fruticultores da Cova da Beira no sentido de melhorar a qualidade dos pomares.


