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"Caso Borralheira" com pena agravada.

 

O julgamento foi repetido porque os dois arguidos requereram a nulidade da reconstituição do cenário do crime em que participaram, ainda em fase de inquérito, como testemunhas, tendo vindo a ser posteriormente constituídos arguidos, o que dizem terem impedido a sua justa defesa. Um argumento aceite pelo tribunal da relação de Coimbra que ordenou a repetição do julgamento dos dois arguidos em causa.

Nas alegações finais o  Ministério Público pediu que o tribunal mantivesse as condenações de Eduardo Pinto a oito meses e Nídia Afonso, a seis meses, ambos com pena suspensa pelos crimes de omissão de auxílio e exposição ao abandono, no entanto na sessão de ontem esse pedido viria a ser alterado, sendo que no caso da rapariga viu ser aumentada em dois meses a sentença aplicada inicialmente.

Para Rocha Pereira, advogado dos familiares da vítima, "esta sentença fez justiça". A Advogada da arguida, embora desvaloriza essa situação, considera que "esta sentença não é justa", Carla Duarte equaciona por isso a hipótese de apresentar recurso.