Cinco arguidos na operação "Rota Final"

Na sequência da operação “Rota Final” desencadeada ontem pela PJ foram constituídos cinco arguidos. Três ex-presidentes de Câmara, um funcionário da Câmara de Lamego e um administrador da empresa Transdev. A Câmara Municipal de Belmonte confirmou que recebeu ontem, "uma equipa da Polícia Judiciária que solicitou documentação variada".

A operação da Polícia Judiciária, com o nome de código “Rota Final” fez ontem um total de 50 buscas, domiciliárias e não domiciliárias, que envolveram 18 Câmaras Municipais, entre as quais sete Câmaras da Beira Interior (Almeida, Belmonte, Fundão, Guarda, Pinhel, Oleiros e Sertã). Em causa estará “um esquema fraudulento da viciação de procedimentos de contratação pública”.

Em comunicado, a Câmara Municipal de Belmonte confirmou que recebeu ontem, uma equipa da Polícia Judiciária "que solicitou documentação variada, tendo recebido toda a colaboração do presidente da Câmara e funcionários da autarquia. Esta acção decorreu no seguimento de uma operação mais vasta que englobou várias autarquias pelo país. A reunião decorreu dentro da normalidade", afirma a Câmara de Belmonte.

No vizinho concelho da Guarda. O presidente da Câmara, Carlos Monteiro, confirmou as diligências. No âmbito destas buscas foi solicitado pela PJ "a consulta de um conjunto de processos relativos à contratação de serviços, nomeadamente de transportes". Adiantando que o Município da Guarda em face das buscas realizadas "prestou a necessária e a adequada colaboração com vista ao cabal esclarecimento da verdade nos presentes autos". Carlos Monteiro sublinhou que "nenhum dos colaboradores ou eleitos em exercício na Câmara da Guarda foram constituídos arguidos ou obrigados a prestar declarações".

Também a Câmara Municipal do Fundão confirmou que foi alvo de buscas por parte das autoridades judiciárias, durante a manhã de ontem. Em comunicado, a autarquia fundanense salienta que “como era seu dever, colaborou totalmente com todas as solicitações requeridas no âmbito de uma averiguação que se encontra em segredo de justiça”. A Câmara Municipal do Fundão mostra-se convicta “que as dúvidas que trouxeram esta investigação ao Fundão ficaram cabalmente dissipadas e esclarecidas”.

Segundo a imprensa nacional, na sequência desta operação desencadeada pela PJ foram constituídos cinco arguidos. Três ex-presidentes de Câmara, Álvaro Amaro, ex-presidente da Câmara da Guarda, Francisco Lopes, ex-presidente da Câmara de Lamego e Hernâni Almeida, ex-presidente da Câmara de Armamar. No rol de arguidos está ainda um funcionário da Câmara de Lamego e um administrador da empresa Transdev.

Segundo a Procuradoria-Geral Distrital de Coimbra, a investigação pretende “esclarecer os termos em que o Grupo Transdev obteve contratos e compensações financeiras com as autarquias. A empresa reagiu dizendo que está a “colaborar com as autoridades”.

No total, foram realizadas 50 buscas domiciliárias e não domiciliárias, que incluíram 18 câmaras municipais, outras entidades públicas e empresas de transporte. Em causa estão suspeitas da prática de corrupção, tráfico de influências, participação económica em negócio, prevaricação e abuso de poder.

A Operação Rota Final foi realizada pela Directoria do Norte da PJ com o envolvimento de 200 elementos da PJ que procuraram provas relacionadas com o que acreditam ser um “esquema fraudulento da viciação de procedimentos de contratação pública, com vista a favorecer pessoas singulares e colectivas”.

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